quarta-feira, março 7

6+∞


Há dias em que se torna muito difícil de respirar.
Não é fácil. Ambos sabemos.
Não é fácil viver assim. Afastados pela distância, mas nunca separados.
Mas nós sabíamos. Sempre soubemos…
Desde o início, ou mesmo antes disso…
Nada estava aparentemente ao nosso alcance…
Tudo parecia impossível.
Mas demos a mão, e avançámos juntos.
Arriscámos.
Fizemos o errado dar certo.
E hoje estamos aqui.
Não estamos juntos, mas estamos unidos.
E hoje estamos aqui. E olho para trás.
É incrível não é?
Quantas vezes caímos, falhámos, chorámos, esperámos, desesperámos?
Quantas noites abraçados a objectos que imoveis espelhavam a dor da saudade?
Quantas discussões e birras, quantas guerras de almofada em que o poder da mente sempre se mostrava superior?
E nada nos separou… Nem o “pior”.
É gratificante olhar para trás e pensar como mudaste a minha maneira de valorizar o tempo.
É gratificante olhar para trás e pensar como mudaste a minha maneira de valorizar a vida.
Ensinaste-me a esperar, ensinaste-me a respirar, ensinaste-me a perdoar e com todos os sorrisos que me deste ensinaste-me a Amar.
Mais incrível é olhar para o passado e (re)ver a nossa história, metas alcançadas, promessas cumpridas, sorrisos, e uma caixa cheia de memórias, fotografias e histórias para contar, e ainda assim, fitar o futuro como quem olha um livro vazio, a noção de quem tanto tem para viver e partilhar tanto para dar, “enfrentar páginas em branco” .
Afirmo com certeza que não o tempo mas sim os momentos que passámos foram mais do que suficientes para que a nossa história de amor se torne inesquecível.
Mas continuo a implorar-te que nunca te esqueças dela, e mais importante, que fiques sempre junto de mim para que te lembre todos os dias.
Quero-te.
E quero cumprir os indeterminados desejos da nossa lista
Sim, ambos sabemos que vai ser difícil…
“Ninguém disse que era fácil… “
Sei que me vais obrigar a cozinhar para ti e escrever citações na parede da sala, no canto ao lado da televisão para que todos a possam ler… Sei que vais acordar rabugenta, e que vou rir da tua cara e fazer-te cocegas até berrares e te renderes… Sei que vais passar-te quando não encontrares as pantufas…
Não vai ser fácil.
Mas cada lágrima que derramo ao escrever para ti é compensada por um sorriso teu.
Sabes que vou sempre amar as caras feias que fazes, a maneira como prenuncias as palavras, como ajeitas o cabelo, como saltas de um lado para o outro fingindo ser uma estrela cadente, como corres em pontas de pés pelo chão quando está frio.
Orgulho-me tanto de ti pequena grande mulher.

E eu tenho a certeza. E tu também
Um dia poderemos viver o sonho que há tanto construímos…

Fica o que somos.

2 comentários:

  1. "afastados pela distância mas nunca separados" - lembrei-me de algo que costumava dizer e que ainda, por vezes, se solta um pequeno ruído pela minha garganta que forma esta pequena frase: tão longe mas ao mesmo tempo tão perto.
    já viste o quão pequena é mas o quanto sentimento ela possui ? eu vejo esse sentimento aí, transbordado na tua bonita escrita.

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  2. Oh, se sei o que isso é...
    Sim, tem tamanho mais que suficiente para, como ela diz, tocar o meu coração (':

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