terça-feira, março 6

Sei.


Sim.
Sei bem que dia é amanhã. Sei bem o valor que lhe damos. Sei o quanto significa para ti, para mim, para nós. Mas estou sem vontade nenhuma de o celebrar.
Estou cansado. Derrotado. Muito triste contigo, com o mundo e até comigo mesmo.
Sabes o quanto rejeito este condicionalismo que não parte nem depende de mim. Sabes o quão impotente me sinto quando o mundo nos vira as costas. Como se a distancia que nos separa não chegasse. E essa é cada vez maior.
Em jeito céptico questiono-me 1001 vezes o que está por de trás dessas palavras... o que varre a tua mente e ousadamente te esconde o coração.
E custa. E sinto a tua falta.
Desde a mais estúpida careta ao mais intimo toque.
Desde o sorriso mais rasgado ao suspiro mais profundo.
Desde o segundo em que te abraço ao beijo de despedida.
E dói. E choro. E deito as mãos à cabeça limpando lágrimas de duvida com a manga da camisa.
Como quem espera demais do mundo.
Como quem sem querer acorda do sonho.
Como quem ama.

Sabes o quanto quero esconder-te as pantufas e também sabes que não seria capaz de fazer aquela viagem de balão sozinho. Mas de que nos vale celebrar uma meta socialmente imposta de um amor que prometemos ser incondicional e infinito?
De que nos vale abraçar as palavras em um dia particular, se não somos capazes de o fazer todos os dias, respeitando, respirando e renovando energias para que lutando, partilhando, sorrindo e amando possamos ser felizes como há 6 meses arriscámos ser?

E em desabafo,
Fica o que sou (mesmo sem querer)

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