sexta-feira, abril 13

Quando o homem se farta de contos de fadas caídos e promessas quebradas. Ele escreve uma crónica.


Quando a distancia entre o sonho e a realidade é nada mais que um passo na ilusão dos que pouco dela sabem, a mascara caí.
Ao cair deixa a dor em tempos escondida.
E ao fim de todo o Carnaval de uma vida, o homem aprende.
Aprende a apreciar a brisa do Outono ou esperar a chuva de Inverno, à janela, em plena Primavera.
Deixa de colorir o mundo, deixa de escrever poesia, deixa de ler fábulas e de acreditar em mitos.
Assume e respeita a frieza do destino, e de cabeça erguida encara-o com o rancor de quem pisa o soalho de um palco vazio. Deixa de sorrir entre lágrimas e de suspirar.
Então um homem está preparado para ser o homem.
Pega numa caneta (e não num lápis) e começa a escrever uma crónica.
Porque tudo o que o homem quer, é o tempo. O tempo que não tem. Que com o tempo conquistará. E o que em tempo foi, jamais será.
Porque esta crónica é mais que uma narração temporal. É a nossa história sem vocábulos, em que a caneta se resume à promessa de um destino. Imaterial, mas permanente.
Porque tudo o que o homem quer, é o tempo.

Fica o que nunca antes ficou.

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