Perco-lhe o rasto, perco-me do sonho.
Mais uma vez deixo-o fugir e em mãos pouco tenho.
Liberto-me do ar pesado, e ao fundo sinto-lhe o cheiro.
Aproximo-me da multidão, tumulto humano.
Passara por aqui, apenas para levar com ele o seu café, não podia falhar.
Se bem o conheço, e perdoem-me o palpite, levou com ele um muffin de avelã e chocolate.
Velhos hábitos, diz ele.
Mas para onde segue?
A alma liberta-se do corpo e assume um caminho diferente.
Vontade não faltará, de abandonar esta vida de luzes.
Desde o dia em que o encontrei naquela praia, despido da minha maquina, que percebi.
E desde logo abandonei a vida oportunista de paparazzi que até lá levava. Segui o meu caminho ao vê-lo abandonar o seu.
Agora tomo-o, ao tentar construí-lo de novo.
Fica a esperança.

Até o escreves entrando na minha conta $:
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