Ao fim de 18 anos de existência sento-me entre as palavras e repenso uma vida.
Descrevem como grandiosa e importante esta passagem, mas que para mim não passa de vã.
Infelizmente a vida não trouxe até mim tudo o que merecia ou pedia.
Fui abalroado por brisas de azar e forças negativas que influenciaram e justificaram caminhos que segui, ou fui obrigado a seguir.
Infelizmente não passei por todas as paisagens que devia. De criança fui obrigado a crescer e defender-me com frieza do que o mundo me trazia. Não foi fácil aprender a ser grande sem deveras padecer dessa condição. Mas ao ver a minha integridade atropelada por um olhar frio não neguei à tristeza mascarada. Vivi em segredos sem nunca pedir por uma mão, e superei o estorvo a que chamariam trauma se conhecessem.
Levou-me o tempo, segundos passados de cabeça levantada, até que inocente e sem noção como qualquer criança crescida, me foi roubado o chão de surpresa.
Vi o meu castelo de cartas cair sem nunca perceber de onde havia vindo aquela brisa... Vi a minha família desmoronar-se e pequeno como me julgava, vi-me perdido.
Escondi o medo e a tristeza bem no fundo do meu coração e agarrei na mão dos por mim queridos.
Suportei toda uma vida de silencio para que a segurança nos conduzisse num melhor rumo. Nunca pedi mais do que a mim mesmo poderia oferecer... Não nego o que perdi, mas não escondo rancor. Ainda hoje vivo por conta do meu passo. Sei que um dia se orgulharão e perceberão tudo aquilo que por vós fiz. Não quis que me julgassem um problema.
Descrevem como grandiosa e importante esta passagem, mas que para mim não passa de vã.
Infelizmente a vida não trouxe até mim tudo o que merecia ou pedia.
Fui abalroado por brisas de azar e forças negativas que influenciaram e justificaram caminhos que segui, ou fui obrigado a seguir.
Infelizmente não passei por todas as paisagens que devia. De criança fui obrigado a crescer e defender-me com frieza do que o mundo me trazia. Não foi fácil aprender a ser grande sem deveras padecer dessa condição. Mas ao ver a minha integridade atropelada por um olhar frio não neguei à tristeza mascarada. Vivi em segredos sem nunca pedir por uma mão, e superei o estorvo a que chamariam trauma se conhecessem.
Levou-me o tempo, segundos passados de cabeça levantada, até que inocente e sem noção como qualquer criança crescida, me foi roubado o chão de surpresa.
Vi o meu castelo de cartas cair sem nunca perceber de onde havia vindo aquela brisa... Vi a minha família desmoronar-se e pequeno como me julgava, vi-me perdido.
Escondi o medo e a tristeza bem no fundo do meu coração e agarrei na mão dos por mim queridos.
Suportei toda uma vida de silencio para que a segurança nos conduzisse num melhor rumo. Nunca pedi mais do que a mim mesmo poderia oferecer... Não nego o que perdi, mas não escondo rancor. Ainda hoje vivo por conta do meu passo. Sei que um dia se orgulharão e perceberão tudo aquilo que por vós fiz. Não quis que me julgassem um problema.
Ser grande não é fácil .. Esconder segredos quando se é grande sem saber, também não o é... Suportei durante eternos segundos um peso intolerante e ingrato sobre os meus ombros... Incrivelmente sei o quanto isso me fez crescer... Poderia agradecer por todo o carácter auto-construído. Podia gloriar-me por não fraquejar como muitos que por sepulturas se tornam memória.
Por momentos é como se tivesse viajado, ou bebido para esquecer um passado que sempre me acompanhou. Assim consegui viver duas vidas.
Subjuguei a tristeza e parti sozinho numa aventura. Cresci nas ruas. Conheço o barulho do silencio, e nessa minha passagem consegui separar e criar condições para levar um dia normal. Deito-me consciencializado de todos os meus erros... Arranjei espaço para Amar, e semear pequenas amizades pelos distritos desta ilha. Com o tempo, valorizei e com respeito bati no peito de muitos a quem com confiança chamei de Amigos. Camaradas. Que até então vão não só reconhecer o sorriso forçado mas também a honra de quem com personalidade fia as palavras de força, que não esperam mas precisam de ouvir. Incho o peito de orgulho em vós, Amigos.
Subjuguei a tristeza e parti sozinho numa aventura. Cresci nas ruas. Conheço o barulho do silencio, e nessa minha passagem consegui separar e criar condições para levar um dia normal. Deito-me consciencializado de todos os meus erros... Arranjei espaço para Amar, e semear pequenas amizades pelos distritos desta ilha. Com o tempo, valorizei e com respeito bati no peito de muitos a quem com confiança chamei de Amigos. Camaradas. Que até então vão não só reconhecer o sorriso forçado mas também a honra de quem com personalidade fia as palavras de força, que não esperam mas precisam de ouvir. Incho o peito de orgulho em vós, Amigos.
Na noite, entreguei-me a um sonho do qual tirei aquilo que mais prazer e trabalho me tem dado, não fosse o primeiro ou o ultimo acorde de dificuldade estrita e unicamente sentimental.
Em tempos fiz que as palavras voltassem com ritmos, envoltas em sons. E pela primeira vez senti utilidade nas mãos até então só usadas para lutar. Refugiei-me do silencio, abracei musica, pessoas, histórias.
No fundo nunca estive sozinho.
Não posso deixar de agradecer ás condições, boas e más. Elas fizeram de mim aquilo que o espelho não transparece.
No fundo nunca estive sozinho.
Não posso deixar de agradecer ás condições, boas e más. Elas fizeram de mim aquilo que o espelho não transparece.
O tempo trouxe-me mais do que dor, mais do que alegria.
Do inesperado nasceu um sorriso que não era meu, mas cujo eu era culpado. Fez nascer uma força enorme dentro do meu "engenho". Aprendi que poder fazer alguém sorrir e era o melhor sentimento do mundo.
Deixei-me aperceber que o que encontrara era Amor.
Encontrei uma pequena princesa que corria entre giras-sois, uma grande guerreira que cumpria a sua vontade. Aquela que sem nunca considerar, descobri ser a minha mulher.
Aprendi a confiar e a partilhar, aprendi a perdoar e a esperar.
Do inesperado nasceu um sorriso que não era meu, mas cujo eu era culpado. Fez nascer uma força enorme dentro do meu "engenho". Aprendi que poder fazer alguém sorrir e era o melhor sentimento do mundo.
Deixei-me aperceber que o que encontrara era Amor.
Encontrei uma pequena princesa que corria entre giras-sois, uma grande guerreira que cumpria a sua vontade. Aquela que sem nunca considerar, descobri ser a minha mulher.
Aprendi a confiar e a partilhar, aprendi a perdoar e a esperar.
Com ela percebi que planear um futuro podia ser mais importante que responder aos problemas do presente. Aprendi que podia entregar-me a alguém e deixar as armas a um canto, deixar que cuidassem de mim, com carinho. Sonhar. Num abraço fui criança e deixei-me levar. Ela descobriu em mim um sorriso que há muito havia perdido. Ela encontrou-me, dentro de mim. E traçou o meu destino, junto do seu coração.
A fim de tempo limpo o rosto e livro-me de lágrimas. Rascunho sorrisos num rosto agora maduro.
Cresci por vocês. Família, Amigos,Companheiros, Mulher da Minha Vida...
Fica o homem que sempre fui.
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