Em segredo vive-se o frio.
Sente-se cada minuto desta noite que nunca mais acaba.
Procurar um novo pouso, um abraço da oportunidade após perder o lar.
Parece que a ampulheta congelou, que a lua não se cruza com o sol ao nascer da manhã.
O frio seco da manhã que não chega.
Não há tristeza nem agitação, apenas vazio e alguma agonia. Como se a ignorância banhada por aquela fraca luz amarela nos atordoasse o ser por segundos vãs.
Nasce o sol, e o teu abraço em seguida.
Como se de problemas eu padecesse fui obrigado a assistir ao mergulhar das tuas lágrimas no meu coração. Custou-me.
Mas foste a mulherzinha que juraste ser, mesmo que por meros segundos soubeste cuidar de mim e respeitar o meu espaço, assistir a tudo em silencio sem nunca te intrometeres Tomaste conta de mim sem tomar partidos. E isso fez de ti mais uma vez meu braço direito nesta luta contra mim mesmo.
Apesar dos fluxos inversos, conseguiste provar-me que afinal ainda consegues ser a criança especial pela qual me apaixonei. Ora crescida ora mimada, só te agradeço por me Amares. Com todas as minhas loucuras, agora tuas, que em segredo escrevo enquanto te abraço o coração.
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