terça-feira, junho 11

Repetições



Como uma sina, repetem-se os erros, dispersados das condições.
Fado mal cantado de quem renunciou a tão incrédula tendencia.
Quando já nada é uma surpresa senão um suspiro de desanimo.
Pouco fica senão as repetidas sensações de perda que se vão e veem de tempo a tempo.
De pouco vale o arrependimento, o sofrimento, quando provem de mão alheia.
Que nos lança as lágrimas junto da culpa que não nos pertence.
Cresce-nos a barba e as unhas e o mal nos olhos, em minutos somos o monstro de uma historia adulterada de falta de factos e excesso de afirmações.
Repetem-se as historias, roda a fita, caem os créditos do filme de terror do qual levamos protagonismo sem carisma.
Com orgulho e desespero levamos as mãos à cabeça, agitando-a com conotação negativa, porque tudo se repete, tudo se desfaz em torno daquele que fingimos não ver um problema.
Então fechamos os olhos para que acabar com o mal dos outros que se torna nosso não seja sequer opção. Fechamo-nos num falso mundo nosso e abrigamos-nos de um destino ao qual não queremos por fim, sem opção.
Resta-nos respirar de desilusão, para não morrer sufocados nela.

Fica mais um dia destruído pelo seu mau viver.

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