Hoje não escondo a dor que me coube no peito.
Mais uma vez senti a maldade nos olhos dos outros.
Pessoas em quem confiei toda a minha vida e toda a verdade dela usam-na agora para me arrancar o chão como se nada fosse.
Não é que de facto o consigam.
Nem é o que dizem que me magoa.
Mas as razões que vos levam a faze-lo traduzem o mundo mais sujo em que vivo.
Não falo da vossa má língua, de jurarem Amar aquela pessoa que dizem feia e intitulam de besta mal o tempo lhe volte as costas, não julgo a falta de sanidade na madeira como vivem, nem tão pouco a falta de carácter das vossas paixões momentâneas pela arte que transformam em lixo mal o sol se ponha. Sol a sol comem do prato onde cospem.
Mas nada disso me incomoda. Nada disso me atormenta. Nada disso me dói.
O que dói de verdade é ver-vos arrancar memórias de feridas fechadas, que já nem doem, só por prazer, só por maldade. Fazer humor negro e triste chacota daquilo que nunca fez rir e que já não mais faz chorar.
Cabe-me na mente uma pergunta: Porquê?
É dos erros dos outros, que com o tempo perdoei, que vocês vão limpar a vossa cara suja ?
Cai-vos a felicidade aos pés por tentarem magoar alguém?
Param para pensar na vossa vida enquanto se riem do mal dos outros?
Ou escondem-se no mal dos outros para não pensarem na triste vida que levam?
Há muitas respostas para a mesma pergunta.
Mas digo-vos o demais, têm sujidade na mente.
Fazem-no por maldade.
Isso é de julgar, isso não tem perdão, isso não é digno nem tão pouco das palavras de desanimo que escrevo.
Tornam tristes o meu pensamento, não pelo que dizem, mas por o fazerem.
E com isto me lembram de quem são as pessoas boas e más que tive ao meu lado durante toda esta vivencia.
No fim toda a foto é revelada, fica a razão.
Fica o que foram revisto no que são.
E aqui <3
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