Há dias em que nos perguntamos o que leva as pessoas a serem o que realmente são.
Porque é que o motorista do autocarro não esperou pela velhinha que vinha a fazer-lhe sinal do outro lado da rua? Porque é que as pessoas não sorriem? Porque é que não dizem obrigado quando lhes dás passagem e não pedem desculpa por terem chocado contra ti?
As pessoas não são más.
Estão atrasados para o trabalho. Discutiram com alguém. Estão doentes. Morreu um familiar. Estão afogados em dividas. Alguém lhes partiu o coração.
Aceitamos o mal dos outros no mal que nos fazem e ainda sem perceber perdoamos de cabeça baixa e seguimos com o orgulho ferido.
Mas a verdade é que nem sempre o que dizemos condiz com o que conseguimos. Nem sempre é facil perdoar e seguir de cabeça baixa.
A verdade é que a duvida é o pior dos nossos arrependimentos, com o qual não sabemos viver e no qual não sabemos deixar de procurar respostas.
Porque?
Porque é que as pessoas são más?
Porque é que as pessoas procuram fazer-nos mal, quando não têm motivo que as conduza?
Talvez as pessoas sejam más.
Quando não há motivo não há consideração, como podemos nós perdoar algo sem entender?
A bíblia ensina-nos a faze-lo sem questionar, a vida ensina-nos a protegermos o couro do mal que tende a enxergar-nos as lagrimas.
Mas há pessoas más. Eu conheço pessoas más.
Sabem procurar-me, sabem encontrar-me e premeditam cada arranham que me deixam na alma.
Estudaram o meu passado, conhecem o meu Aquiles, atacam ventos repetidos na mesma direcção.
Não sou vitima do acaso.
Não esbarraram contra mim sem querer. Não é por estarem com pressa para o trabalho.
O pior é que eu sei.
O pior é que eu não sei.
Apenas são más .
Talvez não sejam apenas más.
Mas fizeram-me mal.
Sinto a insegurança, a falta de argumentos, a falta de confiança na pouca fluidez do discurso quando se defendem. Eles sabem que fizeram mal. Mas não deixam de o fazer, porquê? Porque são pessoas más?
Não há pessoas más.
Associaram a minha ausência a abandono? Deixaram de se rever no meu abraço? Mudaram as memórias das nossas conversas? Esqueceram-se do nosso dialeto especial? Porque é que as pessoas que me sabiam ler nos olhos agora vêm mal neles?
Porque comecei a ser feliz?
Eu partilhara a minha felicidade com eles como sempre fiz...
Continuei a desvendar-lhes os meus segredos. Continuei a desejar-lhes o bem e a esperar as nossas gargalhadas no fim do dia, no caminho para casa.
Corremos em sentidos dispersos, julguei encontrá-los na meta.
Esperei por eles, juro que esperei.
Mas nunca esperei ver o que vi.
Ignorei enquanto pude.
Sabia que me iam fazer mal.
Tantas frustrações e inseguranças combinadas, tinham que ser depositadas em alguém.
Já os havia visto a fazer aquilo com outros... Já sabia do que eram capazes, ao que estavam acostumados...
Era de prever que me calharia a mim um dia.
Mas talvez não sejam pessoas más...
Vou preferir pensar que são apenas pessoas que fizeram mal.
Guardar na memória as pessoas que um dia foram ou fingiram ser.
Secar as lágrimas que agora caem.
Reduzir os suspiros de tristeza ao saber noticias vossas...
Tirar o pensamento daqueles que tentam assombrar-lo....
Viver apenas.
Mas sempre com consciência que não há pessoas más.
Fica a esperança, para que os que se sigam aprendam com os que se foram e se juntem aos que ficaram, com um sorriso.
Porque é que as pessoas são más?
Porque é que as pessoas procuram fazer-nos mal, quando não têm motivo que as conduza?
Talvez as pessoas sejam más.
Quando não há motivo não há consideração, como podemos nós perdoar algo sem entender?
A bíblia ensina-nos a faze-lo sem questionar, a vida ensina-nos a protegermos o couro do mal que tende a enxergar-nos as lagrimas.
Mas há pessoas más. Eu conheço pessoas más.
Sabem procurar-me, sabem encontrar-me e premeditam cada arranham que me deixam na alma.
Estudaram o meu passado, conhecem o meu Aquiles, atacam ventos repetidos na mesma direcção.
Não sou vitima do acaso.
Não esbarraram contra mim sem querer. Não é por estarem com pressa para o trabalho.
O pior é que eu sei.
O pior é que eu não sei.
Apenas são más .
Talvez não sejam apenas más.
Mas fizeram-me mal.
Sinto a insegurança, a falta de argumentos, a falta de confiança na pouca fluidez do discurso quando se defendem. Eles sabem que fizeram mal. Mas não deixam de o fazer, porquê? Porque são pessoas más?
Não há pessoas más.
Associaram a minha ausência a abandono? Deixaram de se rever no meu abraço? Mudaram as memórias das nossas conversas? Esqueceram-se do nosso dialeto especial? Porque é que as pessoas que me sabiam ler nos olhos agora vêm mal neles?
Porque comecei a ser feliz?
Eu partilhara a minha felicidade com eles como sempre fiz...
Continuei a desvendar-lhes os meus segredos. Continuei a desejar-lhes o bem e a esperar as nossas gargalhadas no fim do dia, no caminho para casa.
Corremos em sentidos dispersos, julguei encontrá-los na meta.
Esperei por eles, juro que esperei.
Mas nunca esperei ver o que vi.
Ignorei enquanto pude.
Sabia que me iam fazer mal.
Tantas frustrações e inseguranças combinadas, tinham que ser depositadas em alguém.
Já os havia visto a fazer aquilo com outros... Já sabia do que eram capazes, ao que estavam acostumados...
Era de prever que me calharia a mim um dia.
Mas talvez não sejam pessoas más...
Vou preferir pensar que são apenas pessoas que fizeram mal.
Guardar na memória as pessoas que um dia foram ou fingiram ser.
Secar as lágrimas que agora caem.
Reduzir os suspiros de tristeza ao saber noticias vossas...
Tirar o pensamento daqueles que tentam assombrar-lo....
Viver apenas.
Mas sempre com consciência que não há pessoas más.
Fica a esperança, para que os que se sigam aprendam com os que se foram e se juntem aos que ficaram, com um sorriso.
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