quinta-feira, junho 12

Estás mesmo a ler isto?
Sabia que não ias deixar de me perseguir. És a pessoa mais triste que alguma vez conheci.
Coisa acéfala. A unica coisa publica é a tua alma. 
És de todos sem ser de ninguém.
E acima de tudo, não sabes ser tu, e por isso procuras saber dos outros.
Tens tantos problemas de auto-estima que fazes questão de troçar dos outros. Fazes questão de os perseguir e de tentar pegar em qualquer coisa sem importância nas suas vidas para os fazer sentir mal, para os fazer sentir como sempre te sentiste, não é?
Mas toda essa postura, toda essa força e piada, faz tudo parte da tua mascara não é?
Sem ela já não és destemido para desafiar as pessoas com palavras. Sem ela não passas de um pobre ser ao abandono da sua própria insignificância. É por isso que foges. É por isso que foges quando me vês. É por isso que foges da verdade que conheces e finges não viver.
Fazes de tudo para pareceres o mauzão, fazendo dos que te superam, os que desistiram de ti, o patinho feio que tu próprio és e escondes por trás desse falso carácter. 
Ridiculo. Ridiculo. Ridiculo.
Tenho vergonha de algum dia te ter chamado amigo.
De ter partilhado a minha vida contigo e de ter confiado em ti todos os segredos que agora arremessas. 
És a desilusão e a vergonha numa só palavra. Pena. 
Pena de ti, e dos que como  tu procuram destruir nos outros aquilo que há anos procuram sem conseguir encontrar.  
Em vez de procurares a tua felicidade vives na espectativa de tentar destruir a minha. 
Mas eu estou feliz. 
Eu sou feliz.
Enquanto isso estás a deixar-te a ti para trás… 
Como já há tanto tempo fizeste… 
E ainda não resultou pois não?
Nem vai resultar.
Vais viver assim toda a tua vida.
Toda a tua vida.
Não vais sequer cheirar aquilo que há tanto tempo queres.
Perdeste o teu tempo.
Fizeste-me perder o meu.
Mas feliz ou infelizmente, eu apenas perdi tempo.
E tu?
És feliz? 

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