domingo, abril 22

Cinzento


É difícil respirar aqui.
Tão longe de ti, tão perto de nós… 
A cada dia que passa mais pesa o coração, e quando me deito, cansado, bate de chapa a saudade. Nesse instante sou capaz de trocar os meus lençóis de seda pelo calor dos teus braços. 
Mergulho nos nossos segredos, escondidos por de trás de toda a história que escrevemos no nosso destino. Relembrando todas as noites, todas as manhãs, e aquelas tardes que enlaçados conquistámos. Continuo a comparar o brilho do teu sorriso ao da lua, que por vezes se esconde atrás daquelas nuvens escuras… A estrada está fria, mas o meu coração não gela. Estás comigo. E olhas-me nos olhos, com o teu olhar, que intenso, me penetra a alma e apaga o medo do coração que deveras conquistaste. 
E como a felicidade não é só coisa do futuro como nós tanto pintamos, limpo as lágrimas e ao segurar numa moldura sorrio. 
Sento-me no chão, espero.
E olho-me ao espelho, chove a certeza sobre a minha cabeça;
Sou o teu homem. 

Fica o que sou, encadeado ao que és, ficamos nós. Ficamos nós! 

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