Olhar o Mestre.

Olha para o passado como um tempo morto onde nada concretizou. Tudo o que tem, aconteceu. Contrariamente, tende a lançar um olhar nostálgico sobre toda a sua infância, que, apesar de julgar perdida, gostaria de (re)viver.
Recorda-a como um ambiente de ternura, segurança e conforto, onde mergulhado na inocência e inconsciência, características da imaturidade intelectual das crianças, foi feliz.
Dobrado sobre o pensamento, que se torna a sua maior obsessão, apercebe-se que com o tempo, assinalado pelo seu amadurecimento, deixou de ser quem deveras era, na medida em que controlado pela lucidez e razão, pela consciência e pelo conhecimento do real, perdeu quem foi.
Fragmentou a sua identidade deixando de sentir intuitivamente e instintivamente.
A razão enquanto presente é mais forte que a emoção enquanto identidade de uma infância perdida.
E quando o ser é consciente
O sonho torna-se opaco
O Amor torna-se ausente
A saudade mais que transparente
E doí apenas a quem o sente.
Fica o pensamento, de quem julga sem saber, que, melhor fado é a morte que a consciência do viver!
Sem comentários:
Enviar um comentário