sexta-feira, maio 18

Dia do amanhã #3


Cai a manhã... 
Passaram semanas e nada. 
Estou cansado deste apogeu de tédio, desta residência utópica coberta de baratas. Mal consigo dormir com o ranger das janelas... E o vento? Esse leva a esperança que me resta de tão forte... 
Vou sair daqui. 
Deixo na recepção escura a ultima esmola ao empregado corcunda. 


Abandono esta cidade, que Texas de emoção. 
Sinto que menos sei do que julgara desde que aqui cheguei, o paraíso do conhecimento transformara-se em deserto. Daqui só levo angustia e asco deste cheiro a rameiras e destes provincianos mal lavados cujo odor a vinho se sente no pólo oposto. Miserável paragem.

Corri meio país e nem uma foto, nem uma nota. 

Nem um rasto teu.


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