Deixo para trás, arrogante, poeira aos que se avizinham.
Com a máquina ao peito não resisto a seguir-lhe o rasto... Já vai longe, perdi-o no tempo...
Chove, chove como adolescentes choram por amores desamparados.
Cai o vermelho, e a meu lado num veiculo, de cabelos longos e molhados, surge uma silhueta que a meus olhos se vê em flor.
Há flashs no céu. Que noite triste.
Ela acena-me e arranca, como quem desafia o destino.
Ela acena-me e arranca, como quem desafia o destino.
Acabámos à conversa, entre o gole de café, na estação de serviço mais próxima.
Jornalista de profissão, romancista nas horas vagas, congressista de canudo e sonhadora de nome.
No olhar vejo-lhe o vazio de quem não encontra o que o passado lhe havia roubado.
Entre meias palavras, levanta-se do mistério e empurra o pires sobre o balcão.
Não lhe pergunto onde vai, ou porque vai... Não lhe peço que fique.
Ela acena e desta vez perde o encanto.
Pega o seu casaco preto de lã e entra no carro. Aceno-lhe do telheiro...
Ela parte.
Seguro a máquina, mudo o filtro, monto a viatura, sigo pela estrada. Hei de encontra-lo.
Jornalista de profissão, romancista nas horas vagas, congressista de canudo e sonhadora de nome.
No olhar vejo-lhe o vazio de quem não encontra o que o passado lhe havia roubado.
Entre meias palavras, levanta-se do mistério e empurra o pires sobre o balcão.
Não lhe pergunto onde vai, ou porque vai... Não lhe peço que fique.
Ela acena e desta vez perde o encanto.
Pega o seu casaco preto de lã e entra no carro. Aceno-lhe do telheiro...
Ela parte.
Seguro a máquina, mudo o filtro, monto a viatura, sigo pela estrada. Hei de encontra-lo.
Fica a esperança.

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