Deito-me sem rumo ou razão para acordar, a fim de te encontrar num sonho.
Como é duro estar longe.
Embora aceite certo destino que premeditado nos é concedido, não sei viver senão com aquela que Amo.
Roubou-me a alma e levou-a com ela para longe no ultimo beijo de carinho que selámos.
Sem retorno olho as estrelas sozinho, e por muito que me deite no chão, quente e húmido, não a sinto nem por sombras a segurar na minha mão.
Passo a passo tento esquecer para não me lembrar da falta que me faz.
O perfeito cai na dor e recordo com as paredes deste quarto onde por ela gritei da ultima vez. Que a tragam de volta para o teu templo e que em meus braços adormeça de sorriso no rosto como hoje, sozinha, não fez certamente.
O cheiro desaparece, e pouco serve de consolo...
Resta-me um sorriso na memória que me amarra a ela para a eternidade.
Restam promessas arrastadas e cravadas no peito de quem as quer como fado.
Que o futuro nos erga nas colinas do Tejo e que o seu beijo nos adormeça vezes sem conta como em desejos pintámos.
Fica a saudade. Que o Amor vença.
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