sábado, agosto 25
Fardo.
Desde cedo me ensinaste a viver.
Aprendi a esperar e a Amar, a sair do sufoco e da amargura que tu mesma me causaras e que de certo modo me levaram a ti.
Ensinas-me também que a saudade não é causada pela distancia mas sim pela ausência.
Amargamente ensinas-me a viver sem ti e o Amor que em união depositaste num futuro que juraste nosso.
Fugiste e contigo levaste as promessas. Viraste-me as costas.
Sinto-me como há um ano me senti. Como se nada tivesse acontecido. As promessas são como em tempos foram. Promessas. Desenhos. Foge-me o sorriso e ninguém o faz voltar. Sou o que outrora fui. Ninguém.
Vives como se não fosse nem perdido nem achado, quando me aclamavas tua vida.
Começo a adormecer sem chorar e acordar sem pensar, sem ter medo do que o dia me possa trazer.
O sofrimento torna-se de tal modo rotina que já nem as palavras servem de arma de arremesso, nem os sentimentos servem de escudo.
Estou exposto a tudo e nada me importa.
Prometeste.
Mas deixaste-me sozinho.
No fundo e com pouco desprezo ainda espero que me encontres por aí...
Uma vez teu.
Para sempre de mais ninguém
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