sexta-feira, fevereiro 22

Peso nos olhos dor no coração.


Esconde-se na frieza do rosto e chora-se em segredo a tristeza de dias.
Desilusão que penetra no pensamento a cada suspiro de solidão.
É ingrato, e nem o destino dá um jeito para que as coisas dêem certo.
Chega o cansaço de viver uma vida de lutas e perdão.
Caio e choro como se disso dependesse o futuro.
É triste ver que já não somos felizes.
Ingrato não saber nem querer olhar para ti.
Repugno-me com o destino que escrevemos e o caminho que cortámos.
Injusto sentir o fracasso dos nossos actos e a consequência das nossas palavras.
Resta repensar o que já não és e sonhar com o que nunca foste.
Solicitar as memorias de um sorriso teu.
A única coisa que se podia meter entre nós eras tu
De tanto que lutei, que te perdi em ti. Como sempre soubera e nunca antecipara.
 Desculpa ter demorado tanto tempo a perceber que não consigo viver sem ti.

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