Cai suavemente pelo rosto
Lágrima pequena de uma regata
Que esconde a razão no silencio
E desvia de uma palavra ingrata.
Caio em mim a teu lado
Envolto em paixão passageira
De quem não concebe o acto
Mas em pleno desacato
Chora em ti a primeira.
Passo-te uma mão nos cabelos
E outra pela cintura
Envolvo os meus lábios nos teus
Choro um Amor que perdura
Seguro-te assim com firmeza
Entrego-me à tua doçura
Perco-me em tua beleza
Que com tal safadeza
Revela magistral criatura
Arde-me o ar que respiro
Que em silencio revelo
Com o teu toque suspiro
Então o teu corpo admiro
Com o teu cheiro deliro
E o teu olhar atropelo.
Sou um ladrão de palavras
Arranco-te a confissão
De que a mim te entregaste
De corpo e alma
De coração.
Mordes-me a pele de loucura
Gemes-me ao ouvido de prazer
Abraças-me com aquela ternura
De quem não me quer perder.
Deitas-te assim a meu lado
Choras e comigo sorris
Sonho assim acordado
Com o rosto molhado
Dou-te um beijo no nariz
Escrevo-te no meu futuro
Como havia planeado

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