quarta-feira, abril 17

O ultimo abraço Carolina, Tiago.


Deixo aos pés de cada um a mesma carta.
Ao contrário do que venho a perceber, não faço questão de fazer jogo duplo e por saber apriori de que o que digo a um cai nos ouvidos do outro mesmo antes de ler esta mensagem, faço-o em duplo sentido.
Não me explico nem justifico do conteúdo desta, e cabe-me a mim por um ponto final na historia que teimam em construir sobre bases supérfulas de uma amizade que juram e tornam inexistente.
Desportivismo? Corações à parte clubes são opções, transcrever o rancor e o pessimismo que esponjam das vossas falhas no percurso do próximo é para lá de feio e sim, faz-me confusão isso. Intervir com argumentos é diferente de intervir com opiniões. Mas o erro continua em consistir em arrastarem esse odio de uma conversa para os intervenientes.
Superioridade social? Tendo a enojar-me com as contradições que fazem sentir e com os dedos que apontam, sim, porque a carapuça serve quando é feita à medida dos cornos de alguém. Triste é ver que acompanharam todo um percurso, uma historia triste e bastante escura para quem a viveu, e mesmo assim fazer disso chacota sem qualquer tipo de sensibilidade na ponta dos dedos. Acompanhando isso com falsos julgamentos de actos de afirmação social também por vocês praticados. Parecem corujas no mesmo ninho, esquecem-se que são aves como os outros e pior, como os vossos.
Dizem-se ser o que não são e mostram-se iguais ao que criticam, à bem pouco tempo tive o mesmo discurso com uma pessoa que me é bem mais próxima que vocês, sem nenhum rancor. Estão a construir uma personalidade que não é a vossa. E enquanto um se perde e dá a perder o pouco que nunca teve, o outro permanece ressalvado por de trás da falsa inocencia que só ele sabe inexistente.
É triste ver que tudo isso foi simplesmente aplicado a uma única pessoa que nem por um momento deixou de vos dar aquilo que sempre se comprometeu a fazer.
Resta-me o ultimo desabafo, e em todos o mais verdadeiro: Se me acompanharam e sabem pelo que passei, espero que apenas não façam alguém passar pelo mesmo, nada é mais cruel do que apagar o brilho dos olhos de uma pessoa que Ama, e há muito que sei que o que um finge inocente e vago o outro deseja em segredo, e isso é a maior fraqueza a que se comprometeriam.
E se a Amizade é pouco para vocês, e se vos corre acima o orgulho e o nariz empinado. Faço um último apelo, para que o ultimo pensamento que tenham não seja aquele que têm vindo a ter. Apelo às vossas memórias e ao percurso que fizemos lado a lado, que lembrem a quem contaram os vossos segredos e com quem puderam partilhar abraços verdadeiros, todas as cusquices, risos idiotas, e até conversas sem piada pelas quais riamos juntos sem tornar sã o sentido.
Quero que essas sejam as últimas memórias que caiam perante os vossos olhos se por sinal o meu nome vos atravessar o Futuro.
Aparte disso apaguem-me das vossas memórias e dos vossos atentados conjuntos à minha inteligência. Mereço mais que isso, porque me dei a conhecer.
Façam-no pela pouca consideração que têm ou fingem ter por mim.
Nunca deixei de gostar de vocês, e em segredo nunca vou deixar de o fazer.
Por isso me despeço, antes que caiam ainda mais na desilusão que me fizeram sentir.
Adeus miúdos. 

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