terça-feira, março 26

Entre o sono lágrimas.

Adormecer e acordar de berço lavado pelas lágrimas torna-se um hábito.
Apercebo-me da falta de maturidade no ódio dos teus olhares e do stress que carregas aos ombros.
Procuras um culpado para as tuas fraquezas, e um alvo fácil para todos os teus mirabolantes discursos ameaçadores.
Foges do que me fizeste sentir e finges viver. Procuras um motivo para  me abandonar à boca do passado como antes foi historia, e insistes em apontar em mim a falta de coragem que tens para o fazer.
Deixarei que o faças de mão aberta e cabeça erguida. Há muito que sei que o queres.
Avisei-te nos tempos e nos espaços ideais, para os arredondamentos necessários, a tua  resposta foi a cobardia do fingimento, e agora prendes-te à decisão de andar a pés largos desprendida da razão.
Previno-te que não será igual, que não será diferente.
Não voltarei jamais a perseguir-te, a procurar-te pelos corredores vazios que deixas para trás.
Tu já não me Amas.
Resta-me agradecer-te os poucos relâmpagos momentaneos de felicidade, que agora entendo ilutoria, que me fazias viver e juravas Futuro a pés atados.
Espero que entendas o meu silencio, e que não exijas mais do que isso.
Espero também que não voltes a olhar para trás ao abrir aquela porta, porque já lá não estarei, de braços abertos, como prometera estar.
As decisões de coração frio, morrem nas mãos daqueles que as tomam, e no coração dos que as acatam de cabeça levantada.



Fica o fim.

Sem comentários:

Enviar um comentário