Nasces em dom de conformidade com o conceito de bipolar.
Fazes-me desdobrar as lágrimas por duas pessoas que em una teimas em fazer soar.
Deparo-me a suspirar por ti num surto de saudade, após segundos de distancia por ti jurados , a priori, inexistentes.
Mas assim foi o teu sonho desfeito.
Disforme da realidade, juras-te nem por um momento me deixar sozinho. Pintei o escuro da noite na tua ausência levei aos ombros um orgulho sozinho, por ti antes partilhado.
Do mesmo modo abracei-te à chegada, enquanto olhava para ti e sentia ver-te crescer com metades de lágrimas nos olhos um tanto ao quanto controvérsias ao triste dia que passei longe de ti.
No encanto da noite, conseguiste apagar parte do mundo que pintaras ao negar a nossa paixão e monotonizar o meu suor no teu corpo, apagaste por completo a esperança dos meus olhos que por ti , mesmo que fechados, procuravam uma palavra de atenção.
Quando pouco mais que pedia que um abraço apertado, para que esmagasses a tristeza e me roubasses o sorriso, agarraste-te ao cansaço e deixaste-me entregue ao calor da noite.
Mesmo depois de vencido o tempo e penetrado pela luz da manhã, com todos toques delicados e carinhos de refugio na reconciliação interior com o teu coração. Vejo-me a olhar para alguém que não me sabe segurar no destino e Amar nos lençóis como sempre em silencio desejei. Trancaste-te ao meu carinho, enquanto te Amei, te servi e te abri a porta de minha casa, para que juntos começássemos um novo dia, depois de um sonho que pintaste, que no fundo não passou de um sono triste de tão banal cor.
Fica pintada a tua ilusão e descrita a minha desilusão.
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