Passas a vida a fazer asneiras
a discutir por coisas ridiculas,
a mandar bocas e arranjar conflitos,
a fingires que estás amuada até realmente o ficares
a transformar-te numa perfeita vitima
na coitadinha sozinha e abandonada
como se ninguém te compreendesse na verdade.
Eu fico triste contigo
fico cansado
fico chateado
às vezes muito irritado.
Mas rio-me por seres assim.
No fundo sempre foste assim
a verdade é que sempre me lembro de ti assim
as tuas birras,
os teus esquemas,
e no meio dos teus beijos quentes
os teus mil dilemas.
Rio-me de ti.
Das memórias do sempre,
das discussões de ontem
e da tua atitude que para lá das mil promessas
nunca muda de verdade.
Rio-me de ti,
percebo que gosto de ti
e sorrio a pensar em ti.
Porque se não fizesses asneiras constantes
se não virasses a minha vida do avesso
se não fosse eu a adormecer a chorar à noite
quem seria?
A que vida pertencerias?
Bagunça o meu mundo.
Atormenta a minha paciência.
Dá-me cabo do juizo.
Assim pensarei sempre na porcaria que fazes,
pensarei sempre nas asneiras continuadas do passado,
mas também me vou lembrar de quem realmente as atura,
é a mim que me pertences, por isso, por tudo.
É por isso que me rio de ti.
É por isso que me fazes feliz,
ainda que assim.
Deixo-te um sorriso, fica um bom dia pequena flor.
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