Entrou destemido, e expôs-se ao risco.
Por de trás de toda aquela arrogância, que é digna dos que como ele crescem, consigo ver o medo.
Esconde-se entre os olhos e o coração.
Tem todo o tempo, e ele sabe disso.
Aproveita cada segundo que lhe pertence, vai devagar, bem devagar.
Aproxima-se, rufam os tambores.
Limpa o suor do rosto, e com ele uma lágrima.
Nunca perdendo a postura.
Entra no carro, encosta a cabeça no vidro... Não desvia nem um olhar para aqueles que com ele se movem.
Com aquele gesto gelou-me a alma. E não vergou o sentido.
Secou-me a sede.
Partiu com tamanha segurança que a meus olhos deixou incerteza.
Segui-lo-ia se quisesse, mas sei que volta.
Cruza a esquina, perco-o no horizonte.
Espera-lhe um futuro que prometeu brilhante, mas sei que não tem o que quer.
Perdeu-se da vida quando agarrou o sonho, e nunca mais lá voltara...
Olho à minha volta: uns choram, outros riem, outros apagam-se e consolam-se no ombro engarrafado.
Enquanto ao longe uns lutam pelo que resta, apagam-se as luzes.
A noite cai. E ele, de nenhum sonho trará o que da vida não levou.
Segue pela estrada. Olha-se ao espelho.
Fica o reflexo.

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